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COP 17: CI quer avanços concretos para 2015

Ao início da segunda semana de negociações da Conferência da ONU de Mudanças Climáticas, a Conservação Internacional insta os países participantes a estabelecerem metas imediatas para um acordo abrangente sobre clima

Durban, África do Sul, 05 de dezembro de 2011

Temos que manter no topo da agenda e em mente um número essencial: 2015. Esse será o ano em que um acordo abrangente do clima deve ser alcançado, para evitarmos os efeitos devastadores de um aumento de 2o Celsius na temperatura do planeta, depois do qual as consequências das mudanças climáticas tornar-se-ão irreversíveis, afirma a Conservação Internacional (CI), no início da segunda semana de negociações da 17a. Conferência das Partes da Convenção Quadro Clima da ONU (COP17), em Durban, África do Sul.

 “Os temas são complexos e o caminho para se obter um acordo é tudo menos rápido e direto. No entanto, nós instamos os 194 países participantes (conhecidos como as partes, durante a Convenção), nos termos mais enfáticos, a priorizarem a obtenção de um mandato para um acordo abrangente para o clima até 2015 antes que o prazo se esgote” afirma Fred Boltz, vice-presidente sênior de Iniciativas Globais da Conservação Internacional, e observador na conferência.

“2015 não é um número arbitrário. Segundo as melhores avaliações científicas disponíveis, esse é o ano limite para que as negociações se transformem em ações práticas, se quisermos evitar os custos terríveis para a vida e para a economia das mudanças do clima, no curto e longo prazo”.

No entanto, um mandato para um acordo vinculativo que torne os países responsáveis ​​por suas reduções de emissões de gases estufa não é o único ponto a ser atingido nas negociações da COP 17.  Outra tarefa essencial na mesa de discussões é a determinação sobre o futuro do Protocolo de Kyoto e decisões sobre a operacionalização e o financiamento do Fundo Verde para o Clima e de um Comitê de Adaptação para as Mudanças Climáticas, que direcionará as ações e o financiamento para as atividades de adaptação e mitigação, especialmente nos países mais vulneráveis.

"O futuro do Protocolo de Kyoto é certamente um obstáculo a ser superado, mas não podemos deixar que esse desafio das negociações se transforme em um impedimento para a obtenção de metas de redução de emissões, afirma Carlos Manuel Rodriguez, vice-presidente de Política de Conservação da CI e ex-ministro de Meio Ambiente da Costa Rica. “O Protocolo de Kyoto não foi perfeito, mas em 15 anos, os países que aceitaram metas de redução viram suas emissões caírem e, nesse sentido, ele funcionou.”

“Precisamos começar a mover as peças-chave do Protocolo, como as metas de redução de emissões e um mecanismo legal que torne os países responsáveis por suas metas, para dentro de um acordo mais amplo” afirmou Rebecca Chacko, diretora sênior de Política Climática da CI. “Isso é uma das prioridades nas quais estamos trabalhando dentro de um acordo cooperativo de longo prazo. Qualquer que seja a decisão final, precisamos urgentemente de um arranjo maior de países se comprometendo com ações que foram bem sucedidas no passado.”

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