Flor Verde Clara, Amazônia

©CI, Enrico Bernard

Uacari, Amazônia

Haroldo Palo Jr.

Corredor Central da Amazônia

Com o apoio da Conservação Internacional (CI-Brasil), nos últimos dois anos, o Governo do Amazonas anunciou a criação de pelo menos sete novas unidades de conservação (UC’s) estaduais dentro do Corredor Central da Amazônia. Essas novas áreas têm sido auxiliadas pela CI-Brasil em seus processos de implementação, seja na elaboração dos planos de manejo, no estabelecimento de infra-estrutura ou através do fornecimento de condições técnico-científicas às instituições envolvidas.
 
Uma das áreas protegidas criadas mais recentemente, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uacari, deverá proteger pelo menos duas espécies de primatas: o Uacari-de-Novaes (Cacajao novaesi) e o Uacari-branco (Cacajao calvus).
 
Consideradas como ameaçadas de extinção tanto pela União Mundial para a Natureza (IUCN) quanto pelo Ibama, as duas espécies raramente são encontradas juntas no mesmo território,  o que acontece na RDS do Uacari. Antes da criação da nova unidade de conservação, o Uacari-branco era protegido apenas na RDS de Mamirauá também localizada dentro do Corredor Central. O Uacari-de-Novaes, por sua vez, foi registrado apenas em alguns trechos de floresta de várzea ao longo do rio Juruá, tendo o comportamento e ecologia ainda muito pouco conhecidos.
 
Outra área protegida que merece destaque dentro do Corredor é a RDS do Cujubim. Criada em 2003, a unidade tem cerca de 2,5 milhões de hectares, sendo a maior unidade de conservação de uso sustentável do país. Através de uma parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Amazonas e a Embaixada Britânica, a CI-Brasil tem desenvolvido atividades voltada ao estabelecimento de infra-estrutura para a implantação da unidade, como a formação de uma equipe técnica responsável pela reserva, a mobilização dos comunitários através de oficinas de educação ambiental, a difusão junto às comunidades locais de práticas econômicas que valorizem a comercialização de produtos não-madeireiros (como o látex e os óleos de andiroba e copaíba), e a instalação de bases flutuantes interligadas por rádio com a capital do município.
 

Menino na Canoa, Amazônia

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