Corredor Maracaju-Negro
O Corredor de Biodiversidade Maracaju-Negro está localizado na região central do Mato Grosso do Sul, cobrindo uma área de 3,6 milhões de hectares. Abrange, principalmente, a bacia hidrográfica do rio Negro, em uma das regiões mais bonitas e conservadas do Pantanal, conhecida como Nhecolândia. Sua característica mais evidente é a presença de vários lagos, conhecidos localmente como baías e salinas.
O rio Negro, que é o principal rio do corredor com 530 quilômetros de extensão, tem suas nascentes localizadas na serra de Maracaju (MS), com altitude de aproximadamente 400 metros. Na sua parte mais elevada, o rio passa por chapadas e por formações rochosas, onde existem várias cachoeiras. Ao adentrar a planície pantaneira, o rio Negro forma grandes áreas alagadas, um padrão que é repetido em alguns de seus principais afluentes, como os rios Taboco e Vermelho. Além desses rios, o corredor é cortado pelos rios do Peixe e Negrinho.
O corredor compreende, total ou parcialmente, os municípios de Aquidauana, Corguinho, Rio Negro, Corumbá, Terenos, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Rochedo e Dois Irmãos do Buriti, localizados no Mato Grosso do Sul, além de Rio Verde do Mato Grosso (MT).
A CI-Brasil atua no corredor desde 2001 em parceria com diversas instituições, como a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Meio Ambiente, Planejamento, Cidades, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul (Semac – MS ), a ONG Oikos - Cooperativa de Trabalhos Sócio Ambientais, a Associação de Proprietários de Reservas Privadas do Mato Grosso do Sul (Repams ), a Associação das Pousadas Pantaneiras (Appan ), a Associação do Vale do Rio Negro (AVRN ), a Associação de Preservação do Meio Ambiente de Rio Negro (Apremarine ), o Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Lerf/Esalq ) da Universidade de São Paulo (USP) e a ONG Instituto Forpus .
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