Projetos
Municípios do Corredor de Biodiversidade (MCB) O projeto foi implementado pela ONG Oikos, uma cooperativa de trabalho socioambiental, em parceria com a CI-Brasil, entre 2004 e 2007. O objetivo do projeto, que contou com apoio financeiro da Agência Americana para Desenvolvimento International (Usaid), foi disseminar nos municípios de Rio Verde do Mato Grosso (MT), Corguinho (MS), Rio Negro (MS), Corumbá (MS) e Aquidauana (MS), a idéia do corredor e assegurar a sua implementação. O projeto Município dos Corredores de Biodiversidade (MBC) mobilizou e certificou 180 técnicos das prefeituras e de organizações estaduais, como da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac-MS) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de outras instituições que atuam na região com geoprocessamento, legislação ambiental e educação ambiental.
Criação de associações locais Com o objetivo de oferecer suporte a ações de conservação da biodiversidade no corredor, parte da estratégia de trabalho da CI-Brasil consiste em apoiar a estruturação de ONGs locais. No corredor, a CI-Brasil apoiou a criação da Associação das Pousadas Pantaneiras (Appan), que tem como objetivo discutir com representantes de pousadas no Pantanal as propostas para o ecoturismo da região, e a criação da Associação do Vale do Rio Negro (AVRN), que reúne proprietários de fazendas localizadas na bacia do rio Negro com o objetivo de somar esforços para aliar as atividades produtivas à proteção da natureza. A CI-Brasil apoiou também a criação e o fortalecimento da Associação de Preservação do Meio Ambiente de Rio Negro (Apremarine), que surgiu a partir do Projeto Municípios dos Corredores de Biodiversidade, e orienta proprietários rurais para a adequação de suas propriedades às exigências legais, além de mobilizar diversos públicos do município de Rio Negro (MS) para temas relacionados ao meio ambiente e à conservação da natureza.
Fomento para a criação de unidades de conservação públicas e privadas O incentivo da CI-Brasil à criação de unidades de conservação públicas e privadas é feito por meio de parcerias com outras ONGs e com órgão públicos. As propriedades privadas são apoiadas pelo Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) do Pantanal, desenvolvido em parceria com a Associação de Proprietários de RPPNs de Mato Grosso do Sul (Repams). Desde 2003, nove RPPNs foram criadas para proteger, no total, 844.788 hectares no estado. Outras quatro reservas particulares receberam recursos para o planejamento, gestão, elaboração de plano de manejo e desenvolvimento de pesquisas. A CI-Brasil investe também em ações de educação ambiental e na implantação de estrutura para pesquisa e visitação nas propriedades. Em parceria com o Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul), órgão ligado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac-MS), a CI-Brasil apoiou a criação do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro (MS) - a maior área de conservação pública do corredor-, por meio da doação ao estado de uma das fazendas que integra a unidade, e contribuiu para a sua implementação apoiando tecnicamente a elaboração do plano de manejo, concluído em junho de 2008. A ONG Instituto Forpus foi o parceiro local responsável pela execução do plano de manejo, em parceria com os técnicos da CI-Brasil e do Imasul. O objetivo é continuar apoiando a implementação da estrutura básica do parque. Em 2007, a CI-Brasil apoiou a elaboração da proposta de criação de uma unidade de conservação pública na região do Taboco (MS), incluindo partes representativas da serra de Maracaju. Elaborou também a proposta de criação de um sítio Ramsar na RPPN Fazenda Rio Negro (MS) – título internacional que, caso concedido a essa reserva privada, reconhecerá sua importância como área úmida.
Adequação ambiental de propriedades rurais A CI-Brasil tem apoiado por meio da parceria com a Associação de Preservação do Meio Ambiente de Rio Negro (Apremarine) o Programa de Adequação Ambiental da Microbacia do Córrego Café, em Rio Negro (MS). O objetivo do programa é adequar as propriedades rurais da região à legislação ambiental, auxiliando os proprietários a proteger as Áreas de Preservação Permanente (APPs), a restaurar as áreas degradas e a legalizar as reservas legais nas propriedades que ainda não mantêm 20% de sua área protegida. Esse programa contou, em sua etapa inicial de diagnóstico, com a participação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP).
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